Monday, August 07, 2006

Como água e sal... que perfura e corrói a força dos mares

Pertinentemente ele entrou na sua vida de novo. O destempero do seu estado estaria recalcado, subjacente a uma demência que a algo a perfurava. O destino teria sido crucial naquela longitude que não terminaria. Ele voltou. Na eternidade daqueles cinco meses o silêncio engasga-lhe a voz, justamente, quando ela aspira a um novo amanhecer. Na lonjura dos mares, ela sobrevoava a uma nova utopia com a cogitação no que tinha vivido. Ele aparecera, quando ela se desvendava nos olhos de um outro. Que causa lhe levaria a tal acto? Em que recreio palpava ele? Para frisar que do outro lado da fúria dos mares estaria o seu Ser irreversível, pequeno, de pouco carácter? E ainda se diz amigo dela...Ela regressou, nos sonhos desfeitos perante o olhar que tantas vezes a aconchegava e no qual ela se negava de estar apaixonada. O ritmo na chegada era outro. No alento em que tudo, porventura daquela historia, fosse mais uma reviravolta de dois seres que se amassem. Os contratempos desmascaravam-se pouco a pouco. Jogo imundo que duraria duas semanas para a sua explicação, todavia, suja explicação que implicaria àquilo que se chama dignidade e sensatez. Tudo o que ele perdera diante um roer de unhas e um sorriso impaciente quando a avistara.Ele empolgava-se, arrebatava-se, em prol da sua pequenez personalidade. Como uma corrida de forças em que ele teria que chegar à meta primeiro. Enganou-se. O que ele não sabe é que nunca poderá combater com algo que lhe é inalcançável. Porque ela deu, dá e dará sempre a bofetada de luva branca.

Vanessa Arlandis Mota

Podria callar me mis penas y ahogar me solo.
Podria morir a tu bera sin sentir nada.
Podria poner en tus manos lo que nadie pondrá.
Podria embragar a tu alma todos mis sueños.
Podrias haverme querido como en su dia quize yo...
La alegria de mi alma se secó y marchitó
Te esperaré donde los sueños todavia tengan valor
Intentaré seguir sin ti
Aunque me duela que tus besos ya no sean para mi...
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Andy y Lucas – Espanha 2003

“Queres casar cmg? – SIM “ – 23 de Agosto de 2003 na página 22..

Na dimensão da cidade nova-iorquina ele pedira-lhe o reforço dessa união, na estátua da liberdade, cuja sua resposta ela tentou reforçar um ano depois, na grandeza e presença do Cristo Redentor – Rio de Janeiro, porém, numa falha tentativa… E ela… Ela continua a sorrir!!!

AGORA SIM….FIM

Tuesday, April 25, 2006

No erotismo da tua pele.

Num instante sonhador, onde o romantismo reina e o futuro vê-se reflectido, sinto o erotismo da tua pele como aqueles instantes repentinos.
O bater acelerado do coração surge. O gosto de ti sente-se.
A imaginação recai no presente como algo intransigente, dá-se o puxão de cabelos e a reviravolta dos corpos. Algo se pressente nas profundezas do útero. Fecha-se os olhos numa reivindicação louca, na revolta do gemido entalado.
Escuta-se o estalar do esforço físico, o malabarismo da dança do prazer, a dor que sacia. As palavras semi-ditas encurraladas nos sons estranhos que aglomeram as gotas de suor que unem os Seres.
O auge dos limites não encontra teto como refúgio. A junção das duas partes numa só encontram-se numa humidade intensa, num cheiro violento, no bafo da loucura pairado nas quatro paredes.
Esta é a guerra do amor que atinge seu clímax no fim. O carinho encontra-se no fogo que existe dentro de nós…
Aí eu acordo num novo amanhecer, amanhã talvez, eu torne a sentir o erotismo da tua pele, noutro rosto, noutro olhar… mas certamente com o mesmo empenho e sentimento.

Sunday, April 23, 2006

Saudade Lusitana


Na encruzilhada da definição deste termo e da sua impossível tradução, onde encontra raízes não em Portugal, mas no povo português, surge a dificuldade de exprimir em palavras o seu significado.

Os mares revoltos, saciaram a descoberta deste povo valente e consequentemente a característica tão peculiar que envolve este sentimento, ou seja, a alegria de sofrer e sofrer por se sentir alegre.

É nas entranhas de cada português que sentimos esta controvérsia. A saudade sente-se pelo mais simples aroma até à memória de uma vivência e à formosura da convivência.

Designada por sentimento, pensamento, lembrança ou sofrimento, saudade é sentida por todo o Ser Humano, desde o embrião até ao auge da sabedoria, digamos, à pessoa idosa.

Parasita sempre presente, a saudade encurrala-nos na forma em que vivemos e como cobiçamos viver. Muitas vezes, a forma como desejaríamos que determina situação decorresse, leva-nos a ter saudade.

É o roncar de lá do fundo que frui a alma, nesses instantes, pequena, esgotada, fracassada, frágil… O dia parece revoltado, a lágrima que canta dá a sentença ao coração desprotegido e a esgana de viver é a sobrevivência do sonho incorrupto de ser terminável.

Protelamos o presente por um passado fantasiado, entretanto a saudade invade, fica e dói. É muito vivo nas nossas vidas e nada melhor como mergulhar na cultura lusitana para acarretar esse estranho “mendigo” que é a saudade.

Foi esta saudade que me mobilizou por aventuras alheias onde o sonho persiste.