Tuesday, April 25, 2006

No erotismo da tua pele.

Num instante sonhador, onde o romantismo reina e o futuro vê-se reflectido, sinto o erotismo da tua pele como aqueles instantes repentinos.
O bater acelerado do coração surge. O gosto de ti sente-se.
A imaginação recai no presente como algo intransigente, dá-se o puxão de cabelos e a reviravolta dos corpos. Algo se pressente nas profundezas do útero. Fecha-se os olhos numa reivindicação louca, na revolta do gemido entalado.
Escuta-se o estalar do esforço físico, o malabarismo da dança do prazer, a dor que sacia. As palavras semi-ditas encurraladas nos sons estranhos que aglomeram as gotas de suor que unem os Seres.
O auge dos limites não encontra teto como refúgio. A junção das duas partes numa só encontram-se numa humidade intensa, num cheiro violento, no bafo da loucura pairado nas quatro paredes.
Esta é a guerra do amor que atinge seu clímax no fim. O carinho encontra-se no fogo que existe dentro de nós…
Aí eu acordo num novo amanhecer, amanhã talvez, eu torne a sentir o erotismo da tua pele, noutro rosto, noutro olhar… mas certamente com o mesmo empenho e sentimento.